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Avançada

Trecho de meu livro: Lugar Nenhum - Paraíso Distópico

Lá estávamos nós três, bem enfrente a casa do homem que poderia por um fim a minha angústia, que poderia por fim aquela incógnita que me sufocava os sentidos, que me causava pavor.

– Porque você não nos disse que ele morava perto de tua casa – questionei Gabriel.

– Se eu tivesse dito você viria aqui sozinho e pelo o pouco que conheço o senhor Gildo, ele iria te escorraçar daqui feito um cão sarnento – continuou olhando para mim de forma serena – E você nunca me contou essas cosias ai que você sentia nem esse lance das luzes, nem nada... E o que ele tem a dizer é difícil de acreditar, por mais filmes de ficção cientifica que você tenha assistido, por isso nunca contei a vocês, para não ser tachado de ridículo.

Olho para Gabriel ainda mais intrigado – o que teria a ver minha situação com ficção cientifica? – Se tivesse que definir minha vida, definiria como um filme de terror como Poltergeists ou da forma como estávamos ali, parados enfrente a casa do senhor Gildo, com aquele poste do nosso lado esquerdo a nos iluminar, deixo tudo o que a luz não consegue tocar em uma penumbra melancolicamente perturbadora, diria que tudo estava conspirando para minha situação se assemelhar a um filme sobre exorcismo.

Abrimos o portão, que rangeu como um lobo uivando para a lua, e entramos na casa do homem – pelo menos na primeira etapa que era o quintal ainda estávamos vivos, apesar do coração aflito. O quintal era bem peculiar – para não dizer estranho –, pois estava cheio de placas de metais espalhadas por todo o lugar. Uma grade pintada com uma tinta que já fora azul algum dia, mas que agora estava descascada nos impedia de chegarmos até a porta da frente, só que Gabriel já conhecia o homem e como chama-lo; esticou o braço e foi tateando pela parede até alcançar uma campainha que, assim que a sentiu entre os dedos, de pronto a tocou.
(...)
Meu blog: poemasdecaverna.blogspot.com.br/

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Esse conteúdo foi criado e postado por:

Marcos Martins

Autorizado por:
Ponto de Cultura CUCA Recife

em 20.04.2014 às 12h28


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devotos, nacao zumbi, poesia, conto, raimundo carrero, ariano suassuna

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