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DA DECEPÇÃO

Olhei para mim,
Como olhara Narciso, enternecido,
Diante do espelho d’água refletido,
Tentando encontrar
Na face luzida
Os traços da vida...

Olhei para mim,
Mas com tanto cuidado e ternura,
Que louvaram as aves, em jura
De supremo amor
E eterno segredo,
Não revelar medo!

Olhei para mim
Na moldura pardeada do rio
Que, imponente e sarcástico, rio
Ao me ver surpreso
Com o quanto, alheio,
O tempo me tornara tão feio.

***

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Esse conteúdo foi criado e postado por:

Gilmar Pereira Lima

Autorizado por:
Fundarpe

em 25.06.2010 às 09h43


Tags

rio, vida, amor, medo, enternecido, espelho, refletido, luzida, traços, ternura, jura, segredo, sarcático, supremo, alheio, feio

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